Eu estarei dentro de você quando acordar amanhã
Em algum lugar onde alguém jamais esteve
Viajando no seu corpo como um garimpeiro
vislumbrado
Que procura pelo seu ouro, inquieto
Vou mergulhar na
correnteza do seu sangue quente
Ouvir atentamente o seu coração pulsando
Vou fazer cócegas onde você nem imagina
E olhar por dentro dos seus olhos enquanto me espera ligar
Agora observo a foto que
tirei ainda na maquina
Desenhando seu corpo num papel, apoiado naquele
seu livro grande
Enquanto penso nas palavras para terminar este
poema
Ainda me perguntando se eu deveria ter mesmo
entrado...
...dentro de você.
