23 de outubro de 2011

Dentro de você




















Eu estarei dentro de você quando acordar amanhã
Em algum lugar onde alguém jamais esteve
Viajando no seu corpo como um garimpeiro vislumbrado
Que procura pelo seu ouro, inquieto

Vou mergulhar na correnteza do seu sangue quente
Ouvir atentamente o seu coração pulsando
Vou fazer cócegas onde você nem imagina 
E olhar por dentro dos seus olhos enquanto me espera ligar

Agora observo a foto que tirei ainda na maquina
Desenhando seu corpo num papel, apoiado naquele seu livro grande
Enquanto penso nas palavras para terminar este poema

Ainda me perguntando se eu deveria ter mesmo entrado...
...dentro de você.