31 de julho de 2015

Desejo

Que a vida continue me surpreendendo, sempre.
"Ninguém vê como você vê"



24 de julho de 2015

Ela Disse-me Assim




Ela Disse-me Assim
(Lupicínio Rodrigues)
 
Ela disse-me assim:
"Tenha pena de mim. Vá embora!
Ele pode chegar.
Vais me prejudicar.Tá na hora!"
E eu não tinha motivo nenhum
Para me recusar,
Mas, aos beijos, caí em seus braços
E pedi para ficar.
Sabe o que se passou?
Ele nos encontrou. E agora
Ela sofre somente por que
Fui fazer o que eu quis
E o remorso está me torturando
Por ter feito a loucura que fiz:
Por um simples prazer

Fui fazer meu amor infeliz.

23 de julho de 2015

Hummmm

Gente, quem tá procurando uma trilha bem gostosinha pra ouvir juntinho com alguém, eu tenho uma dica muito boa: "Kings of Convenience", a banda silenciosa. Agora, se é pra esquentar, tem "Rhye", uma versão renovada de "Sade". Quem tem spotify, é só procurar por eles lá ou ir no youtube. Dica quentinha para uma quinta fria, né? Beijo!




22 de julho de 2015

Olhar nos olhos





Nossa geração tem sorte, ou não?


Nossas avós faziam chá pra reunir amigas
e contar as novidades.
Hoje é só postar no face, no insta, no grupo do whatsapp.
Pronto. Todo mundo fica sabendo.

Para nossos pais terem notícias
do velho amigo do colégio,
tinham que ligar, telefonar, mandar carta.
Visitar.

Quanto tempo faz que não visitamos um amigo
para ouvir ele contar um pouco da sua vida?
Olhar nos seus olhos, de verdade?

Nos acostumamos a ver a vida dos outros
sem sentir, sem compartilhar, 
a enxergar sem alma.
Esfriou.

Hoje é só olhar nas redes sociais.
Tá tudo ali. Fácil.
Onde estão, onde trabalham, o que gostam de comer,
fotos do marido, da esposa, filhos, festas.

Olhamos e interpretamos do nosso jeito.
Se postou uma foto na festa, está tudo bem.
Simples assim.
Não vamos além. Estacionamos.

Até cumprimentar um amigo no aniversário
não é preciso nem mais ligar.
Basta deixar uma mensagem na linha do tempo,
mandar por inbox. Pronto.

O abraço fica pra depois.
A conversa com olhos nos olhos também.
E o que mais fica para depois?

Quer um conselho?
Chame aquele amigo antigo para um almoço,
leve sua mãe ao teatro, 
jante com seu namorado,
sente no boteco com seus amigos.

Mas, por favor
silencie o celular
e aumente o volume do seu coração.
Está na hora de voltarmos
a nos conectar com as almas das pessoas.


Não está?

Josane H.

16 de julho de 2015

Mulheres





















Se tem algo que me deixa feliz nessa vida é ser mulher.
Eita bicho louco.
Principalmente as que estão na minha faixa de idade,
de 30 a 40 anos.
Essas deveriam ficar internadas nessa fase da vida.
Tudo doida varridas.

Tem aquelas que se fazem de santa
e de santa não tem nada.
Tem as dramáticas, as apaixonadas.
As solteiras loucas pra casar.
As namoradeiras, as enroladas.
Tem aquelas que já encheram o saco
dessa baboseira de final feliz de novela
e sai todo dia pra beber.
As que namoram por amor
e as que namoram
porque não tem nada melhor pra fazer.
As que só pensam em sexo
e as que querem viver um comercial de margarina.

Uma que vive na caça,
outra que vive em casa,
e a que vive no boteco.

E tem as casadas.
Aquelas que já decoraram
os DVDs da Galinha Pintadinha e Peppa Pig.
As que acabaram de se casar
e seguem todos os instas de receitas culinárias
e já se sentem a Ana Maria Braga da cozinha.
As que já tem filhos que perguntam
“porque eu tenho pipi e a minha irmã não”
e que liga pra mãe pra perguntar o que responder.
As que curtem seus kids com alegria
e juntam as cadeiras no fim da festa
pra eles dormirem enquanto elas continuam se divertindo.
Tem também as mães maníacas
“bota blusa, não pula na piscina, sai do sereno”.

Enfim. Solteiras, casadas, juntadas, enroladas.
Se tem uma raça louca de pedra nesse mundo
é a tal da mulher de 30 a 40 anos.
Mas são as melhores do mundo.
Divertidas, decididas, mais espertas,
doces e amargas ao mesmo tempo.

Estou amando essa fase.


Josane H.