25 de setembro de 2013

Eu gosto quando você faz
eu gostar mais da vida.
Eu gosto de ser o seu
“nunca senti isso por outra pessoa”
Eu gosto das nossas risadas
do nosso relacionamento engraçado
...
e eu nem me lembro mais o que é 
um relacionamento sério. 

E isso é bom, não é?

Josane H.

Conte sua história ao vento

Escreva a sua história na areia da praia para que as ondas a levem através dos 7 mares, até tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes. Conte a sua história ao vento, cante aos mares para os muitos marujos, cujos olhos são faróis sujos e sem brilho. Escreva no asfalto com sangue. Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na manhã seguinte pelos garis. Abra o peito em direção dos canhões. Suba nos tanques de Pequim, derrube os muros de Berlim, destrua as cátedras de Paris. Defenda a sua palavra, a vida não vale nada se você não tem uma boa história pra contar.
(Pedro Bial)

Beba a felicidade antes que evapore



Gosto do gosto

Gosto de olhar nos olhos,
de beijar com a alma,
de me entregar por inteira,
de sentir meu coração vibrar,
de fazer amor,
mesmo quando é só sexo.

Josane H. 

Generosidade

24 de setembro de 2013

Regra três

Ela gostava de olhar pela janela do carro
reparava no formato das árvores na estrada
as vezes cantarolava uma música
alguma antiga do Leoni
- mas eu gostava quando cantava regra três
e a gente se perguntava qual era essa regra mesmo
Ria quando recordava das suas histórias trágicas
e entre uma e outra tragada
a gente se divertia dentro do carro,
inventando música,
inventando um jeito de parecer que tudo estava bem
e vivendo
sabendo exatamente como seria nosso final
e mesmo assim
inventando um jeito de parecer que não sabíamos
e assim seria o que foi, e foi...
e foi bom – do jeito que pôde ser.
Do jeito que nos foi permitido viver.
Do melhor jeito que poderíamos ter sido
uma pra outra.

E foi assim.
E foi bom assim.

As vezes demoramos para aceitar a resposta que 

já temos dentro de nós. 
E na verdade, isso não importa.
Por que até a pergunta é desnecessária.
Viver é sempre mais importante.
Seja o amor, a dor, a alegria, a tristeza,
uma paixão, uma amizade, 
oito anos, um mês, uma noite, uma hora.
Viver o sentimento é sempre mais importante
que qualquer pergunta e qualquer resposta.

Ser livre é viver sem medo.

Ser livre é viver tudo o que podemos viver,
na intensidade que devemos viver
e pelo tempo suficiente 
que cada momento merece ser vivido.

A vida é exatamente agora.


Josane H. 

24 de setembro
É primavera dentro do meu coração.



20 de setembro de 2013

Acesas

Escuto meus olhos
enquanto olho nos seus
e sinto suas mãos pequenas
no meu corpo
que respira seu calor. 
Há uma paz
e um tormento doce
em cada risada boa
que distribuimos
de graça no quarto.
O criado fica mudo
a tv desligada
a música dança
e as velas
.
.
continuam acesas
como a gente.

A noite inteira.

Josane H.

17 de setembro de 2013

O Universo contado pelas crianças!

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (definição dada por  Andrés Felipe Bedoya, 8 anos de idade).

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos).

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos).

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos).

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos).

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos).

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos).

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos).

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos).

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos).

Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos).

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos).

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos).

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos).

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos).

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos).

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos).

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos).

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos).

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos).

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos).

(Trecho do livro Casa das estrelas)



16 de setembro de 2013

Suave delicadeza

"...outra cama
outra mulher

mais cortinas
outro banheiro
outra cozinha

outros olhos
outro cabelo
outros
pés e dedos.

todos à procura.
a busca eterna.

você fica na cama
ela se veste para o trabalho
e você se pergunta o que aconteceu
à última
e à outra antes dela…
é tudo tão confortável -
esse fazer amor
esse dormir juntos
a suave delicadeza…

após ela sair você se levanta e usa
o banheiro dela,
é tudo tão intimidante e estranho.
você retorna para a cama e
dorme mais uma hora..."

Trecho do livro
O Amor É um Cão dos Diabos
(Charles Bukowski)


14 de setembro de 2013

Música sexy da noite

Versões perfeitas



Música:
The Unforgiven
(Metaliica)


"O imperdoável

Sangue novo se junta a esta terra
E rapidamente ele é subjugado
Pela constante e dolorosa desgraça
O jovem aprende as regras deles

Com o tempo a criança é enganada
Este rapaz massacrado age errado
Privado de todos os seus pensamentos
O jovem aguenta e aguenta, ele é conhecido
Uma promessa a si mesmo
Que nunca a partir deste dia
Sua vontade lhe tirariam

O que eu senti
O que eu soube
Nunca refletiu no que eu demonstrei
Nunca ser
Nunca ver
Não posso ver o que poderia ter sido

O que eu senti
O que eu soube
Nunca refletiu no que eu demonstrei
Nunca livre
Nunca eu mesmo
Então eu nomeio-o o Imperdoável

Eles dedicam suas vidas
Para tirar tudo dele
Ele tenta agradar a todos
Este homem amargo que ele se torna

Por toda a sua vida o mesmo
Ele batalhou constantemente
Esta luta que ele não pode vencer
Um homem cansado eles veem não se importa mais
O velho homem então se prepara

Para morrer cheio de arrependimentos"

Interpretação: 
"Tarja Turunen" (impecável)



12 de setembro de 2013

Achado!

Música é bom para todos os corações!
Ninguém acredita, mas eu vivo um vídeo clipe todos os dias.
Não sei o que é acordar sem música.
Não sei o que é ir pro trabalho sem música.
Não sei o que é estar na estrada sem música.
Não sei o que é trabalhar sem música. 
Não sei o que é estar com amigos sem música.
Não sei fazer amor sem música.
Estou sempre coberta de acordes, 
de melodias, de letras.
E tenho música para todos os momento.
Pra cada amigo, um tipo de música.
Pra cada história, pra cada dia da semana.
Quando sol está chegando.
Pra quando a lua está no céu.
Pra quando o colchão está na varanda.
Pra quando a rede balança.
Pra quando a família dança...
Música.

Achado do dia: 
Half Moon Run
É uma banda canadense de indie rock!
Aproveitem!!!
:)

10 de setembro de 2013

Depois de semanas...

Pensa numa pessoa que queria encontrar uma música?
Pois é.. encontrei hoje!
:) 
Feliz!

9 de setembro de 2013

O meu sorriso na lua

Eu: alô
Dra. Helles: quanto tempo o homem demora pra chegar até a lua?
Eu: depende do veículo que ele estiver usando.
Dra. Helles: você leva quanto tempo?
Eu: o tempo necessário para eu fechar os olhos.
Dra. Helles: você ainda não acredita que o homem pisou na lua, Jô?
Eu: eu aprendi a não duvidar de nada, Helles.
Dra. Helles: aprendeu isso comigo ou com a vida?
Eu: essa eu pulo.
Dra. Helles: você está na sua casinha?
Eu: sim.
Dra. Helles: lembra quando eu te falei sobre Vênus?
Eu: a lua ficou incrivelmente bela ao lado dele, Doutora. Mas essa hora, eles nem estão mais no céu, eu acho.
Dra. Helles: estão sim, vem ver aqui fora comigo.

Eu não duvidaria dela.
Então levantei da cama, saí pela varanda, olhei, mas não vi ninguém.
Ouvi um assovio. E lá estava ela, na praça.
Me ofereceu seu velho cigarro e um gole de vinho.
Pegou um espelho na bolsa, e pediu pra eu olhar pra lua com Vênus.
E disse: “agora olha para o espelho e sorria... o que você vê, Jô?”
Deu um trago, me olhou e me abraçou dizendo

“há razões que não precisamos ter, Jô”. 


Quase flor

Na minha vida, deixo sempre todas as portas abertas.
Essa casa branca que venho construindo em mim, 
de janelas de madeira azuis e telhado sem forro 
- só pra ouvir os passarinhos passar de manhã, 
está cada vez mais aconchegante.
Se o brilho dos olhos cai à tardezinha,
logo olho pro o céu e me ilumino de novo. 
Meu coração distraído 
anda cantando “o bêbado e a equilibrista”... 
e dizendo por aí que vai nascer uma nova flor.  

Josane H.

Apaixonada por essa banda!

Então tá bom...

Faz mais de 3 semanas que procuro uma música dos anos 80 ou 90 (não sei)...
Estou deixando todo mundo louco aqui na agência.
Só sei cantarolar ela... a única frase que canto acho que está errada...
Só ouço rádio no carro pra tentar descobrir.
Fico cantarolando ela pra todo mundo, até pra quem não conheço.
Já tentei google, já tentei you tube... NADA.
Enfim...
Numa dessas, achei um blog que já está valendo a busca...
É top! Só música das antigas...
Separadas por ano, por artista, com letra e tradução. 
Muito bom mesmo!!!
Cada uma que toca, uma lembrança...
Tái ó.. clica aqui.



5 de setembro de 2013

Detalhes

Tem dias que você presta atenção em detalhes que nunca fizeram muita diferença. 
O formato do garfo, a sombra da árvore da frente de casa, 
a cor dos olhos do cachorro do vizinho, a placa desbotada do carro. 
Detalhes, que uma hora ou outra, te chamam atenção. 
E você pensa “nossa... nunca reparei nisso antes”.
Já ouvi “Construção” do Chico Buarque várias vezes, 
mas hoje, eu "ouvi" os detalhes e me encantei. Impressionante.
Chico disse certa vez que essa canção não é uma música de protesto 
ou denúncia, mas sim, uma música onde “a emoção está no jogo de palavras”.
O uso constante das proparoxítonas é de uma perfeição infinita, 
"como se fossem peças de um jogo num tabuleiro", segundo o próprio Chico.
Eu vou escutar um milhão de vezes 
e eu sei que ela vai me surpreender sempre.

4 de setembro de 2013