Ultimamente tô com uma necessidade de movimentar meu corpinho mais que o normal. Tá até engraçado isso. Ando subindo as escadas com mais velocidade, acordo de manhã já pulando da cama, saio da produtora e vou correndo até o carro!
Talvez essa seja a forma que encontrei de dizer “não, eu não tenho tempo pra ser menininha moça tocadora de piano freudiana poetinha do caralho e ficar lamentando a vida e bla bla bla e sofrer de amor”.
Quando bate a sensação “menininha tocadora de piano”, eu já lembro daquela sniper soviética (pera, deixa eu lembrar o nome dela... digitando no google). Lyudmila Pavlichenko! Puta merda que nominho difícil do cão! A moça matou 300 e cacetadas alemães na II Guerra e demorou só um mês pra se recuperar de um morteiro! Há, UM MÊS! Míseros 30 dias. E eu fiquei até poucos dias atrás fazendo até cebola chorar quando eu cortava uma. Pelo amor de Deus!
Agora chega, né? E eu já dei grandes avanços. Hoje mesmo! Hoje cedo, quando tomava meu toddynho o canudinho entrou pra dentro. Antes eu iria sofrer igual saco de peão no rodeio (eu achei essa metáfora idiota, mas foi o que havia de criatividade no momento), já ia mandar todo mundo a merda logo cedo. Mas não! Não mais! Não vai ser um canudinho filha duma mãe que vai tirar minha alegria de viver. Eu disse: foda-se! E foi isso. Feliz pro resto do dia.
Agora sou uma sniper benhê! Uma super mulher de perninhas de alicate franco-atiradora (ou seria franca-atiradora? Tô nem aí e não vou no Google agora).
