Toda
vez que elas fazem aniversário, lembro de um dia. Do dia que descobrimos que
minha mãe estava grávida de duas meninas. Estávamos na sala eu, minha mãe e meu
irmão Neto decidindo os nomes. A barriga da minha mãe nem estava tão grande. O
Neto ficava passando a mão nela mesmo assim. Minha mãe falava vários nomes, a
gente ouvia. Eu então falei uns dez. Mas o tempo todo o Neto dizia “Calulina,
Calulina, Calulina, tem que ter uma Calulina mãe”. No final da conversa, já estava
decidido: a que nascesse primeiro se chamaria Paula, por que era bonito e meu
pai se chama Paulo; a segunda iria se chamar, definitivamente, Carolina. E ai
se não chamasse.
E quando elas vieram, o tempo parou. Eram duas, afinal. Avós por todos os lados cheios de orgulho. Tios babões. Dois berçinhos rosas no quarto. Duas avós competindo quem ia dar banho. Roupinhas idênticas. Até os pijaminhas pra dormir eram iguais. Mas as duas eram totalmente diferentes. Além das diferenças físicas, pois a Paulinha tinha cabelo pretinho e a Carol era carequinha, tinha uma diferença de gênio. Mas quando davam pra chorar, faziam juntas.
As diferenças e as semelhanças foram crescendo com elas. A mais quietinha as vezes virava a mais falante. A mais teimosa por vezes era a mais comportada. Cada uma do seu jeito. Cada uma no seu tempo. Hoje uma faz faculdade de direito, a outra se formou em educação física. Uma quer viajar o mundo todo. Outra quer ser a melhor no que faz. Quando as duas saem juntas e eu as vejo entrando no carro, já não são mais as duas menininhas que eu enchia o saco quando eram pequenas. São duas mulheres de 24 anos. Mas eu ainda vejo as duas menininhas de vestidos iguais e rosinhas entrando num carro.
Hoje passei na casa da minha mãe na hora do almoço. As duas estavam lá. Abraço em dobro. E mais uma história de acasos. Me contaram, rindo, que ontem, sem querer, se encontraram na mesma loja onde uma comprava o presente de aniversario para outra. As duas, na mesma loja, no mesmo horário, com o mesmo objetivo.
E assim, cheias de histórias, vão vivendo duas vidas que se dividem e se somam todos os dias. Enchendo a gente de orgulho. Enchendo a casa de amigos. Enchendo o meu coração de orgulho quando ouço um elogio sobre alguma delas.
Mas eu ainda sou a irmã chata!
E quando elas vieram, o tempo parou. Eram duas, afinal. Avós por todos os lados cheios de orgulho. Tios babões. Dois berçinhos rosas no quarto. Duas avós competindo quem ia dar banho. Roupinhas idênticas. Até os pijaminhas pra dormir eram iguais. Mas as duas eram totalmente diferentes. Além das diferenças físicas, pois a Paulinha tinha cabelo pretinho e a Carol era carequinha, tinha uma diferença de gênio. Mas quando davam pra chorar, faziam juntas.
As diferenças e as semelhanças foram crescendo com elas. A mais quietinha as vezes virava a mais falante. A mais teimosa por vezes era a mais comportada. Cada uma do seu jeito. Cada uma no seu tempo. Hoje uma faz faculdade de direito, a outra se formou em educação física. Uma quer viajar o mundo todo. Outra quer ser a melhor no que faz. Quando as duas saem juntas e eu as vejo entrando no carro, já não são mais as duas menininhas que eu enchia o saco quando eram pequenas. São duas mulheres de 24 anos. Mas eu ainda vejo as duas menininhas de vestidos iguais e rosinhas entrando num carro.
Hoje passei na casa da minha mãe na hora do almoço. As duas estavam lá. Abraço em dobro. E mais uma história de acasos. Me contaram, rindo, que ontem, sem querer, se encontraram na mesma loja onde uma comprava o presente de aniversario para outra. As duas, na mesma loja, no mesmo horário, com o mesmo objetivo.
E assim, cheias de histórias, vão vivendo duas vidas que se dividem e se somam todos os dias. Enchendo a gente de orgulho. Enchendo a casa de amigos. Enchendo o meu coração de orgulho quando ouço um elogio sobre alguma delas.
Mas eu ainda sou a irmã chata!
