10 de janeiro de 2012

Incêndios. Um dos melhores que assisti na minha vida.

É por filmes iguais a este, que meu amor pelo cinema se torna cada vez mais profundo e verdadeiro. Gosto dos filmes ruins também, daqueles que você olha a capa e nem se lembra, dos enlatados comerciais, eu assisto tudo sempre com o mesmo entusiasmo. Mas quando assisto a um filme como “Incêndios”, eu entendo por que admiro tanto a sétima arte. Não há nada que me fascine tanto do que um filme com final surpreendente.   
É o tipo de filme, que por mais que eu o analise, levando em consideração toda politica e religião refletidas no enredo, não consigo externar palavras para dissertar sobre ele. Apenas, finalizo este texto me questionando! Afinal, o quanto conhecemos alguém realmente? O quanto eles nos conhecem? O quanto nós nos conhecemos? O que somos ou desejamos? Até quando um passado pode comprometer nosso presente? Quem são estas pessoas que nos cercam? Qual a história verdadeira de cada uma? E a nossa história?
Acreditar no que vemos apenas, facilita, mas nos engana com uma brutalidade quase sutil! Ainda bem que “quase”.
As vezes é preciso incendiar, queimar. Só assim, entendemos com clareza por que mergulhar em águas frescas pode ser tão perfeito. Depois de arder é que valorizamos a água, afinal.
Um mais um é um!