22 de março de 2012

Cores de manhã

Acordei cedo demais. Meu quarto estava laranja. Vesti meu roupão felpudo. Levantei descalça. Desprevenida. A varanda da minha casa é uma praça. Uma praça tão quieta e ao mesmo tempo tão cheia de sons de manhã. Pássaros, folhas. Cores diferentes de verdes nas arvores e na grama. Céu mais azul que nunca, hoje. Fiz chá. Chá preto mesmo! Tão docinho, impecável. Sentei na cadeira branca que balança, que meu Vó Orlando adorava. Respirei amoras, amores, versos, lilás. Caminhei. Descalça, de roupão, na praça. Não havia mais ninguém além de uma brisa dançarina. Sorri pra ela. Fechei meus olhos por um instante. Lembrei da mensagem enviada. Tentei entender. Quase consegui. Mas ainda bem que não. Feliz assim. Exatamente assim.