1 de março de 2012

A vida é agora!


Ontem peguei minha mãe para irmos até a casa da minha tia Diva assistir um filme. No caminho, ouvi minha mãe reclamando da bagunça dentro do meu carro, perguntando por que não troco logo, que ele já ta velho demais, essas coisas de mãe. Então eu cochichei:
- Fala baixo, mãe, se não ele escuta.
É lógico que caímos na risada. Passei na locadora, peguei o filme. Depois parei no posto pra comprar uma coca-cola e quando eu estava na fila pra pagar, olhei pra minha mãe lá fora, dentro do carro. Agradeci a Deus.  Agradeci por poder estar com ela. Por saber que sou uma das poucas pessoas que tem a sorte de aproveitar momentos com a mãe. Por poder abraça-la quando tenho vontade. Por ela gostar de fazer coisas comigo. Por me ligar de madrugada e dizer que me ama. Pelas boas risadas que damos juntas. Por eu conseguir fazê-la rir tanto.
Enquanto eu estava na fila, comecei a lembrar das loucuras que ela já fez por mim. Como emoldurar um desenho horrível que fiz quando tinha 12 anos. Ter me colocado na aula de balé, de jazz, de violão quando era pequena. Fiquei me perguntando como ela conseguia ter o poder de tornar aquelas apresentações chatas de final de ano num evento tão grandioso? Por que era assim que ela fazia eu me sentir: a Fodona! Ri sozinha.
Então, quando entrei no carro, ela continuou reclamando do carro e aquelas coisas de mãe, sabe? E eu, novamente, só agradeci por aquele momento!

"Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães"
(Ditado judaico)