(só vale ler ouvindo a música que é uma delicia - é só clicar no play do ícone acima)
Domingo é
aniversário da minha Vó Tereza. Sou tão grata por ter ela aqui perto da gente
que meu coraçãozinho fica até doce. Quando penso que ela tá aqui do lado, na
cidadezinha que ela gosta, na casa dela, vivendo a vida de um jeito tão
bonitinho, com saúde, agradeço a Deus.
Minha Vó é
uma espécie de casa. Daquelas casas, que não importa se é grande ou pequena, o que
importa é o que te faz querer estar ali. O café feito com amor, o bolo de coco
mais gostoso e os olhos da minha Vó. Esses são os maiores presentes que eu
posso e vou querer, sempre. Eu acredito que Deus está nos olhos da minha Vó.
E a casa da
minha Vó? Ah, ela tem carinha de casa de Vó mesmo, com fotos de quando a gente
era pequeno espalhadas por todo lado. E olha que são dezenove netos. Toalhas de
crochê na sala. Almofadas no sofá e tem aquele cheiro, que mesmo que se te
vendarem os olhos, saberá exatamente onde esta. E o principal, a casa da minha
Vó é igual coração de mãe. Sempre cabe mais um. Ela não é grande, mas acomoda
sessenta pessoas no natal, na páscoa, no dia das mães e em vários domingos.
Sessenta
pessoas que estão ali por que um dia ela resolveu casar com meu Vô. E desse
casamento nasceram os filhos, e desses filhos nasceram novos casamentos, e desses
casamentos nasceram netos, e desses netos nasceram bisnetos. E a vida continua.
Sessenta vidas que estão ali por que, simplesmente, minha Vó existe.
Essa sim
deve ser a maior conquista de uma vida inteira.
Se somos
responsáveis por tudo aquilo que cativamos, minha Vó com certeza é iluminada.
Eu? Eu sou
só um grãozinho de areia que quer ser peão de boiadeiro e odeia ostras!
Inté mais. Beijo da Jô.
Inté mais. Beijo da Jô.