17 de outubro de 2013

Almoço com Rosecler

Minha mãe me ligou ontem à noite e disse “quero comprar um smartphone, Jô, igual esses que vocês usam, entra na internet, vê email, tira foto, tem wat não sei o quê”.

Hoje, liguei cedo pra ela e a chamei pra almoçar comigo no shopping e ver se encontrávamos algum celular bem bacana. Quando parei o carro na frente do seu escritório e ela apareceu, olhei e pensei “puts, que mãe mais bonita que eu tenho”. 

Pensa numa mulher bonita, bem vestida, perfumada. É serio. Essa é a parte boa de ser filha de mãe nova. Minha mãe me teve com 18 anos e isso quer dizer que já temos quase a mesma idade hoje. Praticamente irmãs. No futuro, duas velhinhas aproveitando os bingos da cidade, juntas!

Enfim, almoçamos, demos boas risadas, ela perguntou sobre a nova namorada, sobre o trabalho. Me falou sobre os móveis do escritório, da academia, cirurgia plástica. Conversa vai, conversa vem, comentei sobre a possibilidade de eu ir morar em Goiânia ano que vem, ela olhou e perguntou: você iria, Jô? 

E eu respondi “que graça tem viver longe da família, mãe? Tem que ganhar muito bem pra poder vir todo final de semana pra cá e em um ano comprar uma casa aqui, por que aqui é meu lugar, do seu lado, do meu pai e do meus irmãos...”. Ela riu e disse que eu era boba. Então, me abraçou, pegou na minha cintura e caminhamos assim pelo shopping. 

Compramos o celular que ela queria, comemos um chocolate delicioso e ela ficou parecendo criança, toda feliz e satisfeita. E eu? Eu agradeci em silêncio a Deus, por ter tanta sorte na vida.  


Eu não sei quantos anos Tolstoi tinha quando escreveu que a verdadeira felicidade está entre as alegrias da família. Tenho 34 anos e tenho certeza que não tem mesmo felicidade mais real que a de poder compartilhar momentos com a família. 

Não me vejo morando mais que 100 km de distância da minha mãe ou do meu pai. Isso não quer dizer que não possa morar. Só acho difícil ser mais feliz do que sou com eles aqui, pertinho de mim.

Josane H.