Meus
anjos estão quietos
calados
estranhamente
calados
dentro
de mim
como
crianças de castigo
no
canto da sala
olhando
a chuva pela janela
e secos
– mordem a boca
mordem
até sangrar
estão
doidos
doentes
desvairadamente
perdidos
dentro
de mim
dentro
do meu caos
dos
meus labirintos
dos
meus segredos
das
minhas lembranças
dentro
das minhas loucuras
em
algum canto
dentro
de mim
meus
demônios os encontraram hoje
e - como
eu - eles já não se importam.
Josane
H.
25/02/2014