5 de maio de 2015

Mãe



Aperte play e boa leitura!

























Eu tinha uns nove anos de idade...
cheguei chorando em casa
e ela pegou minha mão pequena e disse
“olha o tamanho da sua mão, Jô
é o mesmo tamanho da amiga que te bateu
viu? a minha é bem maior
se voltar chorando mais uma vez
vai ver que a minha mão
também é bem mais pesada que a dela.”

Foi assim que aprendi com minha mãe
que eu teria que ser forte.
Que não adiantaria chorar
nem esperar que ela fosse lá na rua me defender.
Que por mais que ela me amasse
ela não poderia resolver os meus problemas.

Minha mãe me criou pro mundo.

Minha mãe nunca foi daquelas de se preocupar muito.
Nem de exigir notas altas ou voltar cedo pra casa.
Ela dizia
“o que você faz é que define quem você é, Jô”.
Simples assim.

“Seja gentil, esperta e corajosa
e seja com os outros o que gostaria que fossem com você.”

Cresci querendo ser uma boa pessoa
porque vi minha mãe sendo generosa com o próximo.
Cresci olhando o lado bom da vida
porque vi minha mãe sorrindo,
mesmo quando alguém foi ruim com ela naquele dia.
Cresci acreditando que é possível realizar nosso sonho
porque vi minha mãe matar vinte leões por dia
para conseguir dar o melhor para os seus filhos.

E somos, eu, Paula, Carol e Pablo
um sonho realizado, eu tenho certeza.

Cresci com orgulho
porque minha mãe nunca desistiu
nem quando perdeu um filho
nem quando se separou do meu pai
nem quando teve que voltar a estudar

Ela nunca desistiu.

Com minha mãe eu aprendi
e aprendo todos os dias
a ser mais forte do que eu penso ser
e a ser melhor do que eu era ontem.


Obrigada mãe.

Te amo.

Josane