Depois de Amanhã
O que o tempo vai falar de nós
Quando o dia amanhecer
Que dirão cortinas e lençóis
Os beijos sem iguais
Quando a história se escrever
Quando o dia amanhecer
Que dirão cortinas e lençóis
Os beijos sem iguais
Quando a história se escrever
Que cinema vai falar de nós
Quem vai nos interpretar
Quantos livros vão arder
Para nos contradizer
Quando a noite arrebentar
Quem vai nos interpretar
Quantos livros vão arder
Para nos contradizer
Quando a noite arrebentar
Depois de amanhã
Depois de amanhã
Depois
Depois de amanhã
Depois
O que o tempo vai falar depois
Dessa cama naufragar
Dos espelhos refletirem sons
Do chão se partir em dois
Da poeira espantar
Dessa cama naufragar
Dos espelhos refletirem sons
Do chão se partir em dois
Da poeira espantar
Que lembranças vão sobrar de nós
Se não há como adiar
Não há como te expirar de mim
Nem respirar o bastante pra estender esse fim
Se não há como adiar
Não há como te expirar de mim
Nem respirar o bastante pra estender esse fim
Depois de amanhã
Depois de amanhã
Depois.
Depois de amanhã
Depois.
(Filipe Catto)