
Existem
pessoas que entram na sua vida pra bagunçar.
Outras,
pra arrumar.
Ela faz as duas coisas ao mesmo tempo.
Um dom
insuperável.
Ela
não gosta de café da manhã na cama.
Prefere
acordar, se vestir de fé
e
tomar seu copo cheio de sinceridade.
Não gosta
de massagem.
Prefere
o que faz seu coração relaxar.
Ela já
aprendeu a colocar um ponto final nas histórias.
Já não
gosta de gente que olha pra ela
e sim
de gente que olha pra mesma direção que ela.
Ela é
do tipo que prefere atitude do que flores.
Nunca manda
mensagens com frases prontas
e nem
tenta agradar com emotions bonitinhos.
Odeia
ser muito simpática
e
raramente sorri para estranhos.
Na
verdade ela não sorri para estranhos.
As
vezes nem pra conhecidos.
Mas
quando é pra ser divertida ela é ímpar.
Hoje
me deu vontade de escrever sobre ela
e o
seu talento para conseguir transformar meu dia.
Alguns
em sol, outros em tempestade.
O que
faz eu continuar
é
justamente essa ausência de previsão.
Guardamos
um mapa discreto, quase secreto
entre as
palavras e atitudes que temos uma com a outra.
Uma
relação engraçada que levamos a sério.
Falamos
a verdade, mesmo que machuque
somos
leais, mesmo sem rótulos
quando
perguntam “tá namorando?”
a
gente diz “conhecendo”
E lá
se vão mais de quatro meses.
E será
assim mais um dia ou mais um ano
ou uma
vida toda. Uma vida de descobrimentos, eu acho.
Navegar
nessa história é um ato de coragem
que
renovamos juntas todos os dias.
Ela é
exatamente o que nunca quis pra mim.
E eu
não lembro qual foi a última vez
que
tive tanta certeza de encontrar alguém
que me
faça tão feliz.
Josane H.
Fevereiro 2016