Às
vezes me pego pensando: qual o meu sonho verdadeiro? Parece simples responder
essa pergunta. Talvez até seja. Então me vem à cabeça uma manhã. Quase sinto o
cheiro desse sonho. Maresia, café, livros antigos.
Eu,
morando numa casa próxima ao mar.
Uma
varanda de madeira, na qual meus pés bem cedinho caminham até tocarem a areia.
O som é uma valsinha brasileira. Adoro ouvir todos os dias.
Caminho
descalça na beira do mar com meus cachorros.
O dia onde
moro é bonito, mesmo quando amanhece nublado e o mar de ressaca me lembra de
agradecer pelo vinho bom, tomado na noite anterior com meu amor, antes de
chover. Antes da gente se molhar.
Ela ainda dorme no quarto enquanto o café é passado e eu repasso a leitura daquele
velho poema interminável. E para quê pressa, afinal?
Josane H.
Agosto 2018
Josane H.
Agosto 2018