8 de agosto de 2019

Coração de Paulinha



Paula. Minha irmã. As outras pessoas, fora eu e meus outros sete irmãos, não fazem ideia do tamanho do orgulho que se sente ao dizer “sou irmã da Paula”. Essas outras bilhões de pessoas não tem nem noção de como é incrivelmente bom quando se diz "sim e alguém já abre um sorriso. Geralmenete logo em seguida você recebe abraços em formas de palavras. Se tem algo melhor do que o orgulho que se sente quando alguém elogia uma pessoa que você ama, eu desconheço.
A Paula veio ao mundo para unir pessoas. Generosa, doce e muito amorosa. E forte, como a mãe. Durante anos tomou benzetacil de vinte em vinte dias na farmácia. Ela chorava (minha mãe também), mas nunca deixava de ir.
Quando ela era pequena, certa vez se perdeu no clube e foi um desespero geral, até que a encontramos sentadinha ao lado de um senhor de uns 80 anos. Ela contava algo pra ele no momento em que a vi e os dois riam muito. Lembro de um dia na piscina que ela se esqueceu que estava sem boia e pulou. Acho que naquele momento eu ganharia do Michael Phelps nos 100 metros livres. Lembrando dessa cena agora, me recordo do nosso pai e sua frase predileta nos seus últimos meses, antes de nos deixar “a vida é um sopro”. Nós poderíamos ter perdido ela pra sempre e só de lembrar do rostinho dela vermelhinho dentro da água, me olhando chegar pra ajudar, eu quase perco o ar. Eu até posso ter salvo a Paulinha naquele dia, mas ela nos salva todos os dias, com suas respostas perfeitas na hora certa, sua energia positiva, seu bom-humor e seu amor puro e verdadeiro por todos ao seu redor. Mas não pensa que ela não seja capaz de te jogar um sapato “plataforma anos 90” na cara se você for um idiota.

Te amo. E onde ele estiver, está todo orgulhoso, olhando pra você hoje. Assim como nós. Sempre, nossa "Goda". 

Josane H.