Essa é a vida!
Sem muitas chances para se arrepender.
Ps.: vídeo com excelente texto.
8 de janeiro de 2014
Mamões e casamento
Por Bruno Palma
Faz um tempo, minha esposa tomou a missão de colocar frutas no meu café da manhã.
Outro dia, uma tarde chuvosa, saí do trabalho e passei no mercado para comprar alguns mamões. Na banquinha, achei só uns poucos, e todos meio feios. Garimpei, escolhi os mais apresentáveis e acabei conseguindo três, cada um com algum defeito pequeno.
Na manhã seguinte, cortei o primeiro em dois: uma metade com umas marcas de batida na casca e a outra perfeita. Comi a parte pior –tive que jogar uma colherada no lixo– e deixei a melhor sobre o balcão da cozinha. Mesma coisa fiz na segunda manhã, com o segundo. O último que sobrou na geladeira tinha uns pontos pretos; virei-o na prateleira de um jeito que escondesse as manchas.
Pois hoje, dia do último mamão, minha mulher acordou mais cedo –normalmente eu me levanto meia hora antes– e, quando eu saí do banho, ela já tinha tomado café da manhã e cantarolava no quarto. Fui para a cozinha e estava lá meu cereal, o leite, o pão, os frios e uma metade de mamão. Na hora, lembrei dos pontinhos podres e virei o bendito para ver: imaculado. Minha esposa acabara de ficar com o pedaço ruim.
Pegando a colher, me senti meio culpado por não ter ido à cozinha antes que ela. Mas, no segundo seguinte, pensei que isso seria negar que ela também pudesse fazer algo por mim. Imagino que tenha ficado feliz por ter saído da cama mais cedo para descobrir a parte ruim do mamão e escondê-la de mim, a mesma alegria silenciosa que eu tivera nos dois dias anteriores. Porque, no fundo, um casamento é isso: oferecer ao outro sempre a melhor metade.
Faz um tempo, minha esposa tomou a missão de colocar frutas no meu café da manhã.
Outro dia, uma tarde chuvosa, saí do trabalho e passei no mercado para comprar alguns mamões. Na banquinha, achei só uns poucos, e todos meio feios. Garimpei, escolhi os mais apresentáveis e acabei conseguindo três, cada um com algum defeito pequeno.
Na manhã seguinte, cortei o primeiro em dois: uma metade com umas marcas de batida na casca e a outra perfeita. Comi a parte pior –tive que jogar uma colherada no lixo– e deixei a melhor sobre o balcão da cozinha. Mesma coisa fiz na segunda manhã, com o segundo. O último que sobrou na geladeira tinha uns pontos pretos; virei-o na prateleira de um jeito que escondesse as manchas.
Pois hoje, dia do último mamão, minha mulher acordou mais cedo –normalmente eu me levanto meia hora antes– e, quando eu saí do banho, ela já tinha tomado café da manhã e cantarolava no quarto. Fui para a cozinha e estava lá meu cereal, o leite, o pão, os frios e uma metade de mamão. Na hora, lembrei dos pontinhos podres e virei o bendito para ver: imaculado. Minha esposa acabara de ficar com o pedaço ruim.
Pegando a colher, me senti meio culpado por não ter ido à cozinha antes que ela. Mas, no segundo seguinte, pensei que isso seria negar que ela também pudesse fazer algo por mim. Imagino que tenha ficado feliz por ter saído da cama mais cedo para descobrir a parte ruim do mamão e escondê-la de mim, a mesma alegria silenciosa que eu tivera nos dois dias anteriores. Porque, no fundo, um casamento é isso: oferecer ao outro sempre a melhor metade.
7 de janeiro de 2014
Mais sapatos, menos livros!
Eu queria
mesmo era gostar de balada!
Juro por
tudo quanto é mais sagrado
que tudo o
que eu queria nessa vida
era gostar de
gente que tem mais sapatos que livros,
de gente que
tem mais roupas que histórias,
de gente que
tem mais amigos no facebook do que a Xuxa.
Eu queria era
gostar de balada!
De beijar na
boca e nem saber o nome da pessoa
de fazer mais
sexo e menos amor
de ser mais
fútil e menos verdadeira.
Eu queria era
gostar de balada e pronto!
Seria tão
mais fácil
gostar do que é fácil gostar.
gostar do que é fácil gostar.
Tô cansada
dessa vida de exagero.
Tô cansada do difícil.
Tô cansada do difícil.
Tudo é
muito, tudo é grande.
Taquipariu,
viu?!
Custava ser
mais simples?
Igual é pra todo mundo?
Igual é pra todo mundo?
Mas nãoooo!
Vem Deus e
diz:
Você nasceu
pra amar.
E fim.
E é isso.
Josane H.
6 de janeiro de 2014
Virtudes e defeitos
Hoje escrevi
a melhor frase da minha vida:
Só os amores
impossíveis são imortais!
E só gente
como eu - gente muito boba e sonhadora,
que tem
coragem de amar aquilo que lhe é proibido amar.
Mas eu não
troco essa minha vida
por nada
nesse mundo.
Josane H.
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