Tinha
que trabalhar no sábado. Acordei com bilhete ao lado: não esquecer do Caio.
Ele não
para de falar um minuto. No caminho para produtora, passamos embaixo de um
viaduto.
Eu:
Caio, esse viaduto chama Papa Joao Paulo segundo.
Caio:
ta.
Depois
de um tempo.
Eu:
Caio, como era o nome daquele viaduto mesmo?
Caio:
.... humm... papa alguma coisa!
Ele
viu uma propaganda de oficina, com aqueles bonecos doidos na frente.
Caio:
como chama esse negocio colorido laranja?
Eu:
boneco doido!
Caio:
hahahahaha....
.
.
Chegando
na produtora.
Caio:
hahahahaha...
Eu:
que que é que você ta rindo tanto?
Caio:
boneco doido! Hahahaha...
Trabalhou
comigo bonitinho. Ficou deitadinho assistindo desenho na ilha de edição. Depois
de quarenta minutos – tempo maximo que ele consegue ficar quieto ou interessado
em algo sem ser vídeo game – ele diz:
Caio:
Jô, to com uma fome. Eu não mamei!
Eu:
como não, eu te dei a mamadeira.
Caio:
é verdade, mas eu esqueci de mamar, agora to com fome de comida.
Fomos
no cinema a tarde. Ao invés de pipoca, comprei aquelas bolinhas de frango (mini
chickens) pra ele. Já dentro do cinema, ele solta mais uma:
Caio:
Jô, vou te contar um coisa, essa pipoca aqui que você me deu tá com gosto de
frango! Mas é boa! Melhor que pipoca com gosto de pipoca.
Depois
resolvi ir na casa da minha mãe. Chegando lá, minha irmã perguntou quem era e
ele (com algodão doce na mão):
Caio:
é o homem do algodão doce, abre ai. Vou enganar ela, Jô.
Quando
ele viu minha mãe, ele disse:
Caio:
ué, a Tia Rose é sua mãe também, Jô?
Isso
foi só a tarde de sábado. Fiquei com ele até domingo a noite. Ou seja, estou o
pó da rabiola hoje, segundona.