16 de novembro de 2011

Somos o que vivemos


Tenho reparado nos acasos. É fascinante. Ontem mesmo, encontrei uma pessoa que não via há muito tempo. Enquanto tomava um café, olhamos uma pra outra, nos abraçamos e as historias de anos atrás nos tirou um pouco do presente, meio dolorido. Foram minutos maravilhosos. No final, voltamos pra nossa realidade, não que o passado não seja real e nossa realidade seja triste. É só um momento, vai passar. O agora sempre passa, o que importa é o que fica disso tudo. Que bom que não há nada melhor que lembrar com saudade do que já vivemos, afinal. O fato é que depois de trocar emails e telefones, nos abraçamos com choro engasgado e foi aí que percebi que algumas pessoas realmente passam, outras é como se nunca tivessem saído da nossa vida. E foi assim que nos despedimos, engasgadas. As duas, entrando no hospital, com meu pai internado com pneumonia, e ela, criando forças pra dizer adeus pra mãe, já no estagio final da vida. Dores diferentes. Vidas que se cruzam, lembranças que confortam e amizades que duram uma vida inteira. Foi como se precisávamos estar ali. E como foi bom estar!