12 de julho de 2013

Furacão ou calcinha

Troquei o que mais queria da vida pelo que eu mais quero hoje
Escrevo para lembrar que eu cansei de lembrar
Que eu cansei de acreditar
Eu cansei de perder
Quero achar
Tocar
Ser
Eu
J



Josane H.



11 de julho de 2013

E me valeu o dia...

Você tem todo o tempo do mundo
Julho coberto de férias, né? - é bom
E essa alegria, essa felicidade na voz?
E essas novas histórias? - as que talvez lhe tiraria

Agora, entende, pequena?

Não diz essas palavras que me fazem tão bem ouvir
Ou diz - é bom
Logo agora, bem agora
Bem hoje?
Tá, acertou

Foi a melhor coisa que poderia me acontecer hoje

Estou tão cheia - e tão vazia
Não admire minha sensibilidade assim
Ou sim - é

Bom ouvir você pedindo
“escreve isso, Jô, tudo isso que você me fala...
...é bom - quando você escreve de mim.

E por que não?

Para pequena, obrigada! 

10 de julho de 2013

Ovelha... ah, cinza!

E então você encontra uma velha amiga da escola, depois de 17 anos.
Ela conta a vida dela. Be-le-za!
Tudo nos conforme!
Aí, você conta a sua. Fu-deu!
Surge aquele momento vinte segundos de silêncio.
E ela diz:

- Puuuuta merda, Jô, cê tá zoando com a minha cara, né?!


1 de julho de 2013

Ventos de segunda...

Lagarta

Sim. Talvez eu tenha me tornado uma cretina. Olhei o significado da palavra. É isso.
Em tempos de saramandaia, estou cretinissimamente cretina.
Talvez no fundo esteja escrevendo isso para Miss Riuls.
Adiantando a conversa, como se adiantasse.

E ela vai dizer "cretina" é uma palavra forte. A palavra tem poder, Jô.
É... ela diria isso.
Pra mim, parece nome de gente, pra se franca.
Oi, a Cretina taí?

Vou enchendo a casa para não ouvir o silêncio.
Pobre Miss Dalloway!
Todos nós, no fundo, fazemos isso sem perceber.

Tenho me esforçado para não crescer,
mas a vida vai nos empurrando,
e quando nos damos conta, engolimos o presente
e vomitamos um futuro conveniente, morno, sem graça.

Não se enganem, meus amigos:
a vida é uma fanfarrona, uma sem vergonha,
louca de pedra!

Nessa luta, que travamos com ela,
essa que chamamos de vida,
poucos saem vitoriosos.

Em todos os hospitais tem pacientes terminais nesse momento
se arrependendo de ter perdido tempo
fazendo o que os outros esperavam.

Eu não quero ser um deles.

Vou dormir agora, com uma lagarta no meu coração.
Uma lagarta bem grande que não para de se mexer.

Lagarta leva um ano para virar borboleta