27 de março de 2012

Abrindo o coração!


Cheguei em casa ontem, dei de cara com o Caio, meu irmãozinho de cinco anos, abanando a churrasqueira com dois cds. Claro que nem quis ver quais cds eram. Perguntei pro meu pai o que ele estava fazendo com os cds na mão. E o Caio respondeu:
- Ué, Jô, tô fazendo churrasco! Tô aqui não ta vendo? Fazendo fogo crescer pra botar carne! 
Já ri um monte!
Então, sentei pra conversar com meu pai e, lógico, o Caio sentou e começou a mexer no meu colar. Tinha um pingente em formato de chave (parecia mesmo uma chave).
Caio: Jô, essa chave abre o quê?
Eu: o coração das pessoas...
Caio: ahhh é? Abre o meu?


Então, pra surpresa minha e do meu pai, ele levantou a camiseta. Seguramos as risadas! Eu levei a chave pra perto do peito dele e disse:
- ixiii Caio, você não tem o buraco da fechadura pra abrir seu coração!
Ele me olhou, olhou pro meu pai, olhou pra barriga dele e respondeu:
- ué Jô, mas tem o umbigo ai ó, dá pra abrir por ele?

Nessas horas, eu só tenho a agradecer por tudo o que tenho na vida! Inclusive por aquilo que nunca desejei e que vieram mesmo assim, pra deixar meus dias muito mais especiais!

22 de março de 2012

Cores de manhã

Acordei cedo demais. Meu quarto estava laranja. Vesti meu roupão felpudo. Levantei descalça. Desprevenida. A varanda da minha casa é uma praça. Uma praça tão quieta e ao mesmo tempo tão cheia de sons de manhã. Pássaros, folhas. Cores diferentes de verdes nas arvores e na grama. Céu mais azul que nunca, hoje. Fiz chá. Chá preto mesmo! Tão docinho, impecável. Sentei na cadeira branca que balança, que meu Vó Orlando adorava. Respirei amoras, amores, versos, lilás. Caminhei. Descalça, de roupão, na praça. Não havia mais ninguém além de uma brisa dançarina. Sorri pra ela. Fechei meus olhos por um instante. Lembrei da mensagem enviada. Tentei entender. Quase consegui. Mas ainda bem que não. Feliz assim. Exatamente assim.

20 de março de 2012

No divã com Helles!

Jô: tem como regredir esse treco?
Helles: eu não entendi! Regressão? É isso que quer fazer?
Jô: não, nada disso! Quero regredir essa terapia! Por que eu era impulsiva, não me preocupava com o que os outros pensavam, vivia intensamente tudo mesmo, fazia loucuras em plena terça de madrugada, era impaciente, imprevisível, enfim, antes de começar a vir aqui eu era muito mais feliz! Essa nova Jô é uma chata, pra ser franca!!!
Helles: hahahaha!!!!
Jô: eu faço você rir, não é? Melhoro o seu dia?! Acho que é você quem deve começar a pagar nossas sessões, afinal!!!
Helles: hahahaha!!!
Jô: ta vendo, e continua rindo...

18 de março de 2012

Meu coração, não!

É que você precisa saber
há de se desligar de mim, o quanto antes
por que é verdade o que dizem
Meu coração não pode ser seu
assim, como queres
O que posso oferecer é vazio
pouco, miúdo, pequeno
Não espere tanto, nem me cobre nada
Já te chamei de meu amor
entreguei meu corpo, minhas mãos, minha boca
Abri esse teu sorriso delicioso, tentador
e despertei sua pele com meu abraço.
Era apenas isso!
Minha pequena, meu coração, não!
Esse é burro, que só ele, bicho do mato
quando vê alguém se aproximando, morde e foge logo!
E não há antídoto.
Então, melhor ir embora agora,
antes que ele te perceba.
Adeus!

Texto: Josane H.

15 de março de 2012

Eliane Ratier

Dia 14 de março! Dia Nacional da Poesia
Eu, aqui, vou homenagear uma grande poetisa (ou poeta, né professores?!). Tenho uma enorme admiração por ela. Uma pessoa que, de alguma forma, exerce seu papel em nossa cidade, com muita dedicação e entusiasmo. Sempre envolvida em projetos literários, Eliane Ratier faz a gente encher nossos corações de orgulho! Sorte de conhecê-la pessoalmente!

Abaixo, um de seus poemas:
 
Um dia eu vou na tua casa
 
Um dia eu vou na tua casa
Vou ficar do teu lado o tempo todo,
Você vai enjoar de mim,
Vai me mandar embora,
E eu não poderei ir.
Só poderei rir.

Um dia eu vou na tua casa.
Para sentar no sofá da sala
E assistir filmes sem fim.
Abrir a geladeira,
Esvaziar a despensa,
Espalhar migalhas no jardim.

Um dia eu vou na tua casa.
Para te conhecer melhor,
Sentir a luz, tatear as paredes,
Ouvir a rua e calar,
Andar de meias,
Esquecer de mim.

Um dia eu vou na tua casa.
Para brincar no quintal,
Pular amarelinha e cantar,
Segurar na tua mão,
Tomar banho de lua até esfriar,
Daí eu vou dormir.

Um dia eu vou na tua casa.
Fazer companhia, ficar junto,
Comer, brincar, sonhar,
Rir muito.
Um dia eu vou,
E vou voltar.

Eliane Ratier, em Cartões Poéticos
Blog Eliane Ratier: http://elianeratier.blogspot.com/

11 de março de 2012

Igual a todo resto...

Ouvi sempre com carinho o que todos tinham pra dizer
E ainda dizem
Não esperei nada de ninguém, nem espero mais
No fundo sempre desejei que alguém pulasse na minha frente
Passasse por cima de mim pra me defender
Alguém que soprasse balões e espalhasse pelas cidades
Pra que eu não me sentisse realmente sozinha
Muito embora, talvez, eu sentisse mesmo assim
Na verdade, era eu, o tempo todo pulando na minha frente
Pra chegar até você
Como se só isso bastasse!
Como se só meu amor bastasse!
E onde você estava?
Alguém chegou até você e disse “vai”?
Não!
Todos falam muito
E, sinceramente, cansei de pessoas que só falam!
Cansei de ouvir meu coração também
Ele fala demais, como todo o resto
Eu só quero ser igual a eles agora
Eu preciso ser igual a todo resto
Por que é assim que deve ser, não é?

9 de março de 2012

Novidades que me fazem rir!


Tá. Eu não tô lá essas coisas de alegria esses dias. Longe de muito blábláblá! Tô chata, ironica e extremamente impaciente. Resumindo: tô o cão chupando jabuticaba no pé do morro! Muito chata mesmo! Mas "cavucando" aqui nessa internet, pra ver se me arranco um sorriso, achei um novo cartunista: Will Leite! Pronto, já melhorei um pouco. Adorei a Dona Anésia. Ela é show! Sincera, rústica e verdadeira! Uma vó muito louca. Virei fã do Will e dela!
Taí, pra vocês conhecerem também: 




















Hahahaha!!! É a melhor!!!















Imagina uma mãe dessa???


















E se ela se arrepende???
 











Mais informações sobre Will Leite: