21 de novembro de 2011

Final de semana com Caio


Tinha que trabalhar no sábado. Acordei com bilhete ao lado: não esquecer do Caio.
Ele não para de falar um minuto. No caminho para produtora, passamos embaixo de um viaduto.
Eu: Caio, esse viaduto chama Papa Joao Paulo segundo.
Caio: ta.
Depois de um tempo.
Eu: Caio, como era o nome daquele viaduto mesmo?
Caio: .... humm... papa alguma coisa!
Ele viu uma propaganda de oficina, com aqueles bonecos doidos na frente.
Caio: como chama esse negocio colorido laranja?
Eu: boneco doido!
Caio: hahahahaha....
.
.
Chegando na produtora.
Caio: hahahahaha...
Eu: que que é que você ta rindo tanto?
Caio: boneco doido! Hahahaha...

Trabalhou comigo bonitinho. Ficou deitadinho assistindo desenho na ilha de edição. Depois de quarenta minutos – tempo maximo que ele consegue ficar quieto ou interessado em algo sem ser vídeo game – ele diz:
Caio: Jô, to com uma fome. Eu não mamei!
Eu: como não, eu te dei a mamadeira.
Caio: é verdade, mas eu esqueci de mamar, agora to com fome de comida.

Fomos no cinema a tarde. Ao invés de pipoca, comprei aquelas bolinhas de frango (mini chickens) pra ele. Já dentro do cinema, ele solta mais uma:
Caio: Jô, vou te contar um coisa, essa pipoca aqui que você me deu tá com gosto de frango! Mas é boa! Melhor que pipoca com gosto de pipoca.

Depois resolvi ir na casa da minha mãe. Chegando lá, minha irmã perguntou quem era e ele (com algodão doce na mão):
Caio: é o homem do algodão doce, abre ai. Vou enganar ela, Jô.
Quando ele viu minha mãe, ele disse:
Caio: ué, a Tia Rose é sua mãe também, Jô?

Isso foi só a tarde de sábado. Fiquei com ele até domingo a noite. Ou seja, estou o pó da rabiola hoje, segundona.  

16 de novembro de 2011

Somos o que vivemos


Tenho reparado nos acasos. É fascinante. Ontem mesmo, encontrei uma pessoa que não via há muito tempo. Enquanto tomava um café, olhamos uma pra outra, nos abraçamos e as historias de anos atrás nos tirou um pouco do presente, meio dolorido. Foram minutos maravilhosos. No final, voltamos pra nossa realidade, não que o passado não seja real e nossa realidade seja triste. É só um momento, vai passar. O agora sempre passa, o que importa é o que fica disso tudo. Que bom que não há nada melhor que lembrar com saudade do que já vivemos, afinal. O fato é que depois de trocar emails e telefones, nos abraçamos com choro engasgado e foi aí que percebi que algumas pessoas realmente passam, outras é como se nunca tivessem saído da nossa vida. E foi assim que nos despedimos, engasgadas. As duas, entrando no hospital, com meu pai internado com pneumonia, e ela, criando forças pra dizer adeus pra mãe, já no estagio final da vida. Dores diferentes. Vidas que se cruzam, lembranças que confortam e amizades que duram uma vida inteira. Foi como se precisávamos estar ali. E como foi bom estar!

Cem dias
























Aprendi mais nesses últimos cem dias do que nos últimos trinta e tantos anos. Conseguir me bastar era tudo que eu precisava, entre outras coisas. Alem disso, foi bom descobrir que ninguém me conhece, não de verdade. Alias, seria difícil, já que ando percebendo que nem eu não me conhecia tão bem e vocês não têm noção como venho me surpreendendo comigo mesma. Os que pensam que me conhecem, não conhecem nem um terço. Até sabem de alguns segredos e isso me deixa feliz, por que a maioria dessas pessoas ainda está na minha vida e continuam gostando de mim. Isso é incrível, não é?  

11 de novembro de 2011

Ai, desculpa!


Estou aqui na casa de madrecita, no puff confortável, ouvindo Zeppelin no not com fone, observo madre, aqui ao lado, com pijaminha rosa e bolinha branca, rindo pra TV. Tirei o fone e comecei a prestar atenção. E la estava Ellen Jabour respondendo questões no programa Amor e Sexo.
Ah nem! Olha a pergunta “vocês estão assistindo um filme de ação e o saco de pipoca esta no colo do moço.. ham e ai?... e você sem querer, quando vai pegar pipoca, pega no saco errado! O que você faz?” e vem  a resposta de Ellen: “ai, desculpa” com carinha de “e ai, vamo?”. Como assim, ai desculpa?
Eu ja viro e falo: brincadeira ne? seu egoista descavalheirado... me da essa pipoca agora! Vô te conta, viu?!
Pra cabá, Fernanda Lima de morcega, com a matéria “você sabia que morcego consegue penetrar e colocar a boca ao mesmo tempo?”... nem vou comentar... ham, e ai?
Pra cabá de vez, Ellen Jabor tinha que fazer com uns bonecos a posição “coelho na cartola”. Pra que esses nominhos, gente? Mas enfim, ham, e ai?
Gente, novidades? Oi? Ham?
Ai desculpa, como diz Ellen Jabour, ta foda!
Dei remedinho pra madrecita, beijinho na testa, mandei ela pra cama e to indo dormir... orgulhosa de mim... não me perguntem por que! O fato é: com criatividade, podemos tudo... até fazer lovezim como os morcegos... e não precisa estar de cabeça pra baixo não! Mas pode tambem... hahaha... to me sentindo o Batman...
Ai desculpa, mas to bem orgulhosa mesmo!
Ah não, hoje tem marrom no Jô... vou ter que ficar um cadim mais acordada...
Fui!


 

3 de novembro de 2011

Muita gente louca perto de mim...

Eu: alô!
Ainda não sabia: oi Jô.
Eu: quem é?
Ainda não sabia: Freud!
Eu: eu sabia que a senhora uma hora ou outra ia criar juízo e resolver diminuir o valor da sessão! É isso?
Dra. Helles: hahaha... vou tomar uma cerveja embaixo do pé de mangueira daquele bar que você falou, na sua cidade, como eu faço pra chegar?!
Eu: pelo preço que senhora cobra, deveria ter um GPS no carro...
(blablabla... explicando)
Eu: e ó, diz que você me conhece e deixa uma cerveja em haver!
Dra. Helles: como assim? Nada disso, quero um guia local e só pode ser você pra me acompanhar!
Eu: você quer um aborígene, é isso? Mas, sinto muito, eu não crio vínculos com minhas terapeutas!
(risos)
Dra. Helles: eu sou psiquiatra, fique tranqüila!
Eu: isso não muda nada! Alias, a senhora deve estar infringindo algum código, artigo, sei lá o que, onde não se deve ter contato, a não ser profissional com o paciente...
(risos)
Dra. Helles: mas você se deu alta, lembra?
Eu: a senhora é mais louca que eu!

Sabe, decididamente eu não faço bem para as pessoas! Alguém um dia me disse isso. Lembrei desse filme abaixo:

Nossos olhos

Você olharia nos olhos dela?
E o que faria se me visse lá dentro?

Tinha que ser você...

Alguém que pudesse sentir!
Alguém que pudesse notar!

Nossos olhos!
Alguém que pudesse olhar em nossos olhos...
E nos dar as mãos...

Só poderia ser você!