Ontem peguei
minha mãe para irmos até a casa da minha tia Diva assistir um filme. No
caminho, ouvi minha mãe reclamando da bagunça dentro do meu carro, perguntando por que não
troco logo, que ele já ta velho demais, essas coisas de mãe. Então eu cochichei:
- Fala baixo,
mãe, se não ele escuta.
É lógico que
caímos na risada. Passei na locadora, peguei o filme. Depois parei no posto pra
comprar uma coca-cola e quando eu estava na fila pra pagar, olhei pra minha mãe lá fora, dentro
do carro. Agradeci a Deus. Agradeci por
poder estar com ela. Por saber que sou uma das poucas pessoas que tem a sorte
de aproveitar momentos com a mãe. Por poder abraça-la quando tenho vontade. Por
ela gostar de fazer coisas comigo. Por me ligar de madrugada e dizer que me
ama. Pelas boas risadas que damos juntas. Por eu conseguir fazê-la rir tanto.
Enquanto eu
estava na fila, comecei a lembrar das loucuras que ela já fez por mim. Como emoldurar
um desenho horrível que fiz quando tinha 12 anos. Ter me colocado na aula de
balé, de jazz, de violão quando era pequena. Fiquei me perguntando como ela
conseguia ter o poder de tornar aquelas apresentações chatas de final de ano
num evento tão grandioso? Por que era assim que ela fazia eu me sentir: a
Fodona! Ri sozinha.
Então, quando
entrei no carro, ela continuou reclamando do carro e aquelas coisas de mãe, sabe? E eu,
novamente, só agradeci por aquele momento!
"Deus não
pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães"
(Ditado
judaico)

